É eu sei preciso postar…aguardem!

Vk.*

 

Eu sou bobo, na realidade dizem isso de mim. Eu penso que sou esperto, não sei. Eu gosto de viver e me apaixonar, me apaixono fácil, e perco todo esse fogo em questão de segundos. Não sei como isso funciona, sei apenas que é assim. Fui enfeitiçado, tomei uma pancada, um soco, ao ver que alguém mexer comigo de formas diferentes das outras. Aliás, toda forma de sentimento por alguém é diferente das outras, mas essa é uma que eu não imaginava – gostar de um jeito. É eu estou perdido.

Estou em meio a um devaneio que é alheio a minha vontade. Impossível, nunca ter, mesmo assim sentir aquilo, a famigerada e maldita saudade! Conversas vão e vem, e a cada dia eu sofro do mal do pequeno príncipe, pois essa moça me cativa. Provoca-me, me convoca e não tem o tempo necessário pra me encontrar. Diz que não fez nada, que não tem culpa, em certo dia eu disse, que a culpa era minha, que a colocaria em quem eu quiser. Mas, contudo, toda via, porém, só a existência de tal pessoa já soa como provocação as minhas vontades.

Maldito seja Platão que inventou o amor Platônico, pois Zé, se existe estou amando. O que não se pode tocar, não chega perto, não se sente. Apenas, ama, gosta, se apaixona, deseja, insinua, paquera, namora sem ninguém saber e às vezes nem você sabe. Sinto isso! Amor, eu não acredito nesse sentimento, meu amor eu mesmo invento. O nosso amor a gente inventa, quem foi quem disse isso, ah, foi o Cazuza, maldito mal amado. RS.

Nunca fui supersticioso, tão pouco acreditei em fábulas, mas coisas fabulosas andaram acontecendo. E agora ando pensando que talvez, comigo, possam dar certo os ditos populares. Água mole, pedra dura tanto bate até que fura. Quem acredita sempre alcança. Quem quer consegue. No final tudo sai como tem que ser. Clichês dos infernos, enquanto eles não acontecem, eu fico aí, nessa penúria, esfaimado. Engajado num lance estranho. Construindo apenas em mim esse romance tacanho.

Sabe basta, vou encher a lata. Vou esperar um pouco, e assim que possível. Irei, até lá, até ela, aquela da janela, sem a faixa amarela do Zeca, basta, assim que tiver uma data, terminarei com o filme. Com essa comédia romântica americana. Credo eca. Já to de cara, o burro aqui fugiu da amarra. Agora ou nunca, depende do ângulo. Enfim. Cansei. Afinal, é tudo uma grande brincadeira.

Quero não nego, consigo quando puder!

Vaty

Cidade limpa é isso aí!

 

São Paulo sempre sofreu com problemas na habitação, nos últimos 3(três) anos esse problema recebeu um agravo.  A atual administração pública (Serra/Kassab) decidiu que o ideal, para a cidade, é a limpeza do centro da cidade, ou seja, remover tudo aquilo que eles consideram lixo. Essa limpeza atingiu desde os papeis jogados no chão, até as pessoas que foram jogadas na rua por um motivo ou outro.

Ao andar pelo centro da cidade, fica visível a proporção de investimentos ali despejados para limpar o centro. Prédios não contêm outdoors, não existem pessoas em alguns edifícios. Existem inúmeros prédios que foram “higienizados” no centro da cidade. Mas, para ter noção de como foi esse processo é necessário muito mais do que andar pelo centro. Graças ao problema da habitação inúmeros edifícios foram ocupados no centro da cidade, por moradores de rua ou pelos movimentos sem teto. Na atual administração foram expulsos diversos moradores pobres do centro da cidade, e os motivos do banimento variam desde a diminuição do orçamento destinado a habitação, que é o menor da ultima década, até a criminalização de movimentos.

Há um prédio situado no final do largo do ouvidor, que é o retrato clássico da lavagem social feita pelo governo. Hoje o prédio está em um estado deplorável, às janelas do primeiro andar e as portas estão trancadas com cimento, os poucos vidros que ainda existem estão quebrados, o prédio é sujo e fica bem próximo da prefeitura. O que surpreende é que isso é resultado do asseio feito pela prefeitura, antes no prédio residiam pessoas que faziam parte do MMC(Movimento de Moradia do Centro). Lá existia uma escolinha de alfabetização e em 2002 o prédio já era reconhecido como Zona Especial de Interesse Social no Plano Diretor do Município de São Paulo.

Há também a limpeza de informações, na segunda semana de maio/2008, existiu um protesto de alguns moradores de rua, e curiosamente nenhum policial consegue informar sobre o que aconteceu. Basta dirigir-se até o final da rua libero Badaró onde existe um posto policial e perguntar pra o casal de policiais que ali trabalham a resposta é simples “não vi nada disso acontecer por aqui”. Continue a caminhada sentido ao Pateo do Colégio, lá há uma barraca de artesanato onde trabalha a Cris(não dá o nome inteiro pra ninguém, diz que na rua o apelido é o nome inteiro), pergunte pra ela se ela trabalha naquele local ela te responderá: “eu moro aqui”. Em frente a um prédio similar ao do Largo do ouvidor, onde ocorreu o protesto de alguns moradores de rua que moravam naquele prédio, foram expulsos, pois a prefeitura alegou que ali moravam traficantes. “Tudo que tinha aqui eram trabalhadores, só existia um drogado, que foi morto na rua, e nós que pagamos o pato e aconteceu à mesma coisa em outros prédios o Treme-treme (prédio da avenida do estado) foi um deles” (Cris).

911 é o curioso numero do prédio da avenida prestes maia a maior ocupação vertical da América latina, imóvel de propriedade do vereador Jorge Hamuche e de Eduardo Amorim. Eles não possuíam escritura na época da desocupação. No imóvel existia uma biblioteca com 3.500 livros, 5(cinco) milhões de dívidas referentes a IPTU, 468 famílias que totalizam 1.630 pessoas que viviam no local. E todas as pessoas entraram pelo ralo durante a faxina.

 

 

Sereia da Pedreira

Raimundos

Composição: Indisponível

É dose vê-la pelada e não fazê nada é dose
Menina pare com isso antes que eu goze
Porra que diabo que eu não faço por um irmão
Tentação é vê ela molhadinha na minha frente
Fico imaginando seu rabo quente
Me dizendo: Sim! Vem que hoje eu sou só pra você
Ilusão é nesse mundo querer ser dono de alguém
Minha sereia linda eu só te quero bem
E se você me quiser vem que tem

Por que eu rezo pra você a noite inteira
Pra repetir aquela manhã de quinta-feira
Quando eu sinto o seu cheiro
Minha sereia da pedreira eu fico com tanta saudade de você
Se eu fosse um cara amargo arrombava esse cú doce
Mil sonhos na bagagem são tudo que trouxe
Pra alimentar o que nesse mundo existe de maior
Me alucina o jeito que me olha aquela menina
Para fingir de lago eu tenho uma piscina
Tenho maconha pra decorar o lugar
Vou pedir a Deus pra que pra sempre
Tome conta de três filhos meus
Zezé Di Camargo, Chitãozinho e Xororó
Ontem sonhei com você
Por isso só penso em te comer a noite inteira
Pra repetir aquela manhã de quinta-feira
Quando eu sinto o seu cheiro
Minha sereia da pedreira eu fico com tanta saudade de você
Por isso só penso em te fuder a noite inteira
E repetir aquela manhã de quinta-feira
Quando eu sinto o seu cheiro
Minha sereia da pedreira
Eu sinto tanta saudade de você

 

 

Vk.*¬¬(Maldito seja o Rodolfo)

Eu acordei de manhã (milagre) e minha tevê a cabo pra variar não estava pegando, resolvi colocar a antena normal e me deparo com uma programação medíocre, mas a essa altura do campeonato, bola fora era pênalti. Coloquei na rede globo, assisti as notícias nada de novo, apenas algumas mortes mudanças na economia americana e informações sobre o caótico transito de São Paulo(Ego City), logo após apareceu a Dona, Senhora, Ana Maria Braga e seu programa fanfarrão, com diversas frases otimistas e derivados, resolvi então nem ir a padaria e apenas me aconchegar na minha cama, olhando pro teto, ouvindo alguma música e pensei na vida.

Lembrei de uma conversa com meu fiel escudeiro Roby na qual constatavamos a evolução da espécie humana, ditos como: homens e mulheres. Como esses se relacionam com o passar do tempo, enfim essas coisas que ninguém sabe explicar. Numa seção flash Back total, me peguei analisando certas coisas. Quando você é homem e têm seus 14 anos você é um cara seletivo para mulheres. Só quer saber das bonitinhas que gostam dos caras mais velhos que você, e sempre sofre por um amor, acaba virando um monstrinho apanhando da vida e por fim perde o critério por causa disso. O tempo passa e você cresce e embora as meninas ao seu redor ainda te chamem de criança – mesmo tendo dois anos a menos que você.

É verdade, os meninos só crescem após os 25 anos, alguns trabalham, namoram sério e tudo mais, mas realmente antes dos 25, você percebe que não existe nada melhor do que uma boa bagunça e um pouco de irresponsabilidade. Sem contar que; o vídeo game é um artigo indispensável nessa faixa etária, nada melhor do que partidas de winning eleven regadas de cerveja para os maiores de 18 e coca-cola para os menores.  Claro, isso, tratando-se de um discurso politicamente correto, todo mundo bebe álcool antes dos 18, leis nada severas deixam isso acontecer, mas essa não é a discussão.

Aqui o que quero ressaltar são os complexos adquiridos por meninos e meninas, que fazem essas relações parecerem tão complicadas. As meninas não entendem porque os meninos sofrem do complexo de Peter Pan, e depois que os meninos crescem e resolvem serem “os caras mais velhos da história”, é aquele canalha que faz a musa dos pivetes sofrer de amores pra depois largar ela por alguém mais velha, esse mesmo. É puro desconto isso viu… Depois que isso acontece dois complexos tomam conta das meninas, a síndrome de Tony Stark(quero destruir a arma que eu criei), e o complexo de Kelly Key(agora que eu cresci você quer me namorar).

Vamos ao que interessa: Depois de uma pré-adolescência traumática, vem o processo de adulteração do ser Homem, adulteração, digo do processo de ficar adulto, e é nesse ponto que os meninos começão a se relacionar mais com as meninas, de namoricos em namoricos surgem diversos problemas, vou me prender na faixa dos 18 aos 25 que é a idade da “pegação” masters! Quando os homens chegam nessa idade eles subtendem que são os caras mais velhos da história, logo, os canalhas da história, ou nem isso, apenas um cara descompromissado mesmo.

Namoros com meninos nessa idade acabam ganhando tonalidades desastrosas por causa de tudo isso, brigas, traições, revoltas, são todas as atenuantes da rivalidade sexual que existe entre homens e mulheres. Não, eu não estou falando de homossexualismo, estou falando do feminismo e machismo, simplesmente. Mulheres dizem “homens são todos galinhas” e homens dizem “mulheres são todas complexadas e complicadas”. Normal! Vamos falar dos homens galinhas, na realidade a penosidade masculina realmente existe principalmente se tratando de baladas, mas discordo que todos são assim e discordo também dos que falam que homem é infiel. Homem sempre quando sai, tenta beijar, mesmo que não tente, ele pensa nisso é lasciva, libido não tem jeito é algo quase incontrolável imagem é algo que atrai e muito os homens, juntando isso com a falta de critério adquirida por sofrimentos passados… Vixe.

Mas a culpa não é do homem, não é o homem que se atrai por qualquer e sim essa “qualquer” que seduz o homem. É injustiça, decotes, micro-saias, calça mais apertada que o sutiã da Mariah Carey, batons, maquiagens e o salto que empina tudo (literalmente). Você precisa descontar isso em alguém e geralmente no final do role no saldo zero, isso acontece com qualquer uma literalmente. Salvo a exceção daquele que namora que costuma descontar isso na namorada, quando chega em casa, ou não, e isso sim é o ruim. O “ou não”, estressa diversas vezes. Sabe as amigas de namoradas também são coisas muito, mas muito perigosas para relacionamentos (eu que o diga, depois conto a história).

Sem contar homens e mulheres ainda não se acostumaram com o adicional de separação implantado na internet. O Orkut… “Oi amor como você ta adorei o role ontem”, sim isso é quase como um avião nos Estados Unidos, ou petróleo no Iraque. Causa mais guerra do que tudo isso. Mas, pense bem toda menina faz isso até a namorada reclamona. Às vezes esse tal role não foi nada demais, um encontro de amigos num bar, mas o costume das mulheres serem carinhosas com todo mundo literalmente fode (ou não fode depende do ponto de vista) um relacionamento. E existe algo que realmente é incompreensível, a senhora TPM, isso literalmente é algo que os “homens” não entendem. Tudo que entendo sobre TPM se resume a uma palavra “Chocolate”, de resto…

A verdade é que não importa o que aconteça a diferença monumental, o que o inicio de adolescência causa no homem faz com ele seja assim sempre. E por fim passa-se o tempo e aquele cara que tanto fez mal pra uma menina, vê nela algo pra vida inteira, e o complexo de Kelly Key ataca, ela recusa achando que é a top model numero um do mundo. E depois vocês reclamam do homem dizendo: “É tudo igual”, ta somos parecidos, mas se vocês não nos criassem da mesma forma talvez, num futuro distante seriamos  um Igual mais “legal”. Fala sério vocês gostam mulheres.

 

 

Vaty

As pessoas são perecíveis. É apodrecem. Nascemos, crescemos, envelhecemos e morremos. Somos como as frutas, de varias cores, tipos, gostos, tonalidades, alguns ácidos outros mais básicos, amargos e doces.  Uns demoram mais para amadurecer, outros são precoces e rápidos. Cada um depende do seu clima, e das suas condições para um bom crescimento, a safra pode ser chamada de família.

Seres humanos são assim, necessitam de cuidado, de carinho, de uma horta e de um terreno fértil. Os seres humanos são frutos dessa grande arvore genealógica chamada Planeta. Terra. Estamos enraizados aqui, e até que nos retirem, aqui ficaremos. Somos um o adubo do outro. Quem nos consome se nutre de nossa sabedoria, de nosso amor, da nossa doçura e às vezes até com o nosso gosto amargo podemos satisfazer. A verdade é que nós como seres humanos, estamos prontos para ser consumidos assim que passamos da adolescência (estado verde), e aí, é que mora o perigo. Se alguém demorar em nos consumir depois de nos retirar do nosso galho. Iremos, facilmente, apodrecer. Perecer.

Tenho amigos que pereceram por diversos motivos, retirada prematura, transgênicos, ou, por passar da hora. O apodrecimento acontece ainda em vida, quando nos enchemos da vitalidade e empolgação, e logo somos frustrados por não sermos a escolha da coleta. Por não ser o objeto consumível. Nós seres humanos apodrecemos, por nos preocuparmos com a colheita e não com a arvore. Seres humanos são bons, gostosos, doces, nutritivos. Mas, infelizmente eles criam bichos, apodrecem, e não agradam a todos os gostos. Somos assim, vegetais.

Nós somos perecíveis!… O amor, ele também apodrece, com mais freqüência do que parece, o amor não é eterno, às vezes ele pode ser longevo, mas acredite: – Ele perece!

 

 

Aproveite na hora certa, enquanto ainda dá um caldo. Aqueles que mais tem gosto, aqueles que ser quer tem. Todos AQUELES QUE PUDER. No final viramos adubo mesmo!!

 

 

Vk.*¬¬(da seção post de frutinha)

A minha imaginação é foda e mesmo se num fosse um clichêzaço do Orkut, eu diria isso. O que acontece é que de uns tempos para cá, eu começo a duvidar da minha lucidez. A todo tempo algum amigo meu fala “Nossa cê brisa muito Vk”, ou então, “meu deus que viagem”, o que acontece é que eu tenho um sentimento maior, quando se trata de música, não basta ser algo tocado ou cantado, música pra mim tem que ter clima. E nesse clima eu produzo a minha criatividade, e meu imaginário realmente vai além, mas confesso estou encanado. Por isso eu vou explicar e se alguém lê isso aqui, mesmo que de modo esporádico comente, pois eu preciso saber se tenho que me encaminhar até um psicólogo!

Baixei Fever na versão interpretada pela Peggy Lee, tenho minhas dúvidas se a música é dela ou do Elvis, de todo modo é do tempo em que minha Avó tinha dentes e era um pedaço de mau caminho (segundo fontes duvidosas, meu Avô). A música me contagiou logo imaginei a cena, um cabaré daquele estilo Moulin Rouge, mulheres jogadas ao léu e homens de cartola, jogando Poker numa mesa de luz baixa, ou então concentrados na sinuca. Uma mulher estilo Amy Winehouse se esgoelando e povo todo ali apenas, fingindo que era mais uma daquelas divas. Bem na perifa de Paris assim. Imagine só. Logo comentei com uma amiga que gostaria de uma festa assim, imagine entra um grupo de pessoas estralando os dedos. Enfim.

Pensando nisso lembrei-me das minhas atitudes, toda vez que ouço All I Want do Offspring, poxa vida, essa música é dotada de uma energia que me faz querer correr, toda vez que ouço corro ou pulo pelos móveis do meu quarto. Imagino cenas de moleques correndo no parquinho e praticando brincadeiras no melhor estilo jackass.

Contudo, ainda não estava convencido de que isso seria uma patologia, resolvi então ouvir Third Eye Blind, pra relaxar. Vi-me pensando em a clássica cena de filme, comédia romântica pra ser mais específico, na qual o cara está deitado lendo a carta de despedida do amor dele. Sem mais nem menos, ele se levanta e sai correndo de casa, pega o carro e sai em disparada sentido aeroporto, para no farol olha pro lado e vê pela janela algum lugar onde sempre esteve com a menina, uma lanchonete possivelmente e bate o flash back. A voz fica alta e vai sumindo quando se da por conta o farol abriu. O garoto continua em direção a amada, PARA. Viu?Começou a ficar compulsivo.

O fato é que cê eu não ouvisse um pagode e imaginasse um churrasco, daqueles bem de perifa com criançada, casais dançando, feito na laje com cerveja e tudo o mais. Com certeza eu não estaria aqui descrevendo desse jeito, eu apenas sou jogado as cenas, devido a tais músicas. Queria mesmo saber se estou doente, mas nunca terei essa certeza. Se alguém que lê isso aqui sofrer com o mesmo por favor me conte, conte-me que sou normal!!!

 

Vk.*¬¬

São Paulo, 30 de Julho de 2008, 21h00min, segunda-feira. Acordei cedo hoje, sinceramente não sou alguém que costuma acordar as 6 da madrugada, mas aconteceu ué. Revirei-me tentando encontrar alguma posição que me trouxesse um vestígio de sono.  Inquieto e ainda lembrando do fantástico e até mesmo do “inédito” filme O Guarda Costas, que passou no sábado no SBT.

As horas passando e cada vez mais eu me questionando, porque existe a segunda-feira. Um dia tedioso, odioso, tanto que chega a ser maldoso. Resolvi me levantar e tomar um banho, após isso, me deparei com a seguinte cena: 2 pães hibernados e um pacote com presunto e queijo, que sobrou da lasanha da  que minha mãe fez no domingo.  Legal, revirei o bolso a procura de dinheiro em pleno dia 30(irônico, procurar dinheiro em fim de mês é idiotice), nada. Resolvi comer aquilo mesmo uma sanduicheira ajuda nessas horas.

Fiz minha primeira refeição do dia, assisti o noticiário e nada de ineditismo, embora um dos conceitos jornalísticos seja esse o mundo anda tão “maquinado” que tudo ocorre sempre da mesma forma, o que difere é o local do acontecimento e o nome dos autores. Mortes na periferia, atrocidades governamentais, lei seca (a nova moda), e claro, não poderia faltar o “transito de São Paulo”. Fiquei entediado só por assistir o noticiário.

Vesti minha roupa de trabalho, um jaleco branco, enquanto assistia o programa da Ana Maria Braga, a essa altura o relógio já batia as 9:15, sai de casa no caminho fumei um cigarro enquanto pensava nas maravilhas da segunda-feira. Pra quer serve o tal dia? Pois Zé, segunda feira é o dia da rotina, e na rotina do meu pensamento sempre sobram reflexões sobre esse dia peculiar.

Ao chegar no trabalho, logo me deparei com a garoa. Certo tédio sem garoa, não é tédio fala sério… rs. Segunda feira é o dia no qual as pessoas organizam arquivos no escritório, é o dia em que o pentelho ta de saco cheio e azucrina a mente do professor , é o dia em que clubes não abrem e principalmente é um dia CHATO!

As horas passando e eu sem muito o que fazer meu pensamento já rodava, rodava, e feito enceradeira não saia do lugar. Parei, ué, afinal tens que fazer isso às vezes. E aí veio o grande vazio, eu estava sozinho. Hora do almoço, comi e o tédio não passava, lembrei então do que o Serra está fazendo com todos os professores, que usam o titulo de ofas(não efetivados pelo estado), e vi também que ele planeja contratar substitutos para os grevistas. Sinhô Serra existe uma lei que regulamenta o direito a greve e prevê exatamente o contrario disso que estás pensando, é anticonstitucional (eu adoro essa palavra).

Vi a Espanha ganhar o titulo Europeu de futebol, nossa, fiquei feliz, pois a Espanha nos últimos tempos não andava ganhando nem tourada. Entendi o porquê os chamavam eles de “A fúria”, eu ficaria furioso com tantos anos na fila. Cara, conversei com um ex-affair, se é que isso existe, pra mim affair é um status que sempre fica pendurado, saca “uma amizade faber castell”? Nada muito produtivo esse tipo de coisa não vale o comentário, encher lingüiça, basicamente isso que fiz o dia todo.

Por fim pra espantar o tédio resolvi escrever algo, que assim mesmo sendo entediante, passa o tempo. Olha que horas são? Fuiz….

 

 

 

Vk.*

 

 

 

 

 

 

Diariamente eu faço as mesmas coisas, do mesmo jeito. E naturalmente meu dia se faz ou desfaz, tendo situações maravilhosas e outras entediantes. Como de praxe trabalhei e numa sexta-feira fria fiquei em casa, não por querer e sim por falta de dinheiro, para variar, só um pouquinho.  Então ali eu estava a noite conversando com uma amiga minha exagerada, e um tanto intensa nas suas colocações. Mayra. Ela me informou que estava de saída e já logo pensei “poxa vida nada pra fazer ninguém mais pra conversar nem aqui na internet”, tudo bem fiz um chocolate, peguei uma bolacha e fui pra frente da Tevê.

Resgatei algumas memórias da minha antiguidade, da minha idade média, adolescência, fiquei pesando em amores e desamores, em toda aquela coisa maluca que eu vivi, em todos as desmesuras que cometi. E por um pequeno momento me senti eufórico, durou pouco. Afinal começou o Programa do Jô, legalzinho, engraçadinho, com piadinhas, enfim. Em um dado momento, veio a minha revolta, Roberto Justus cantando. Cara! Senti-me um lixo, eu não sei cantar, porém tenho bom ouvido, e aquele “almofadinha” cantando mal como se fosse um astro, me revoltei com tal atentado a minha concepção musical.

Ali, quando estava quase emputecido de tantos pensamentos conturbadores, sobre minha vida, sobre o tédio e tudo o mais implícito num momento como aquele. Eis que surge sem mais, nem menos, um especial Som Livre. Contudo, parecia chato, se descontarmos a presença do Ana Caña, algo que tem Tony Platão, Ney Mato Grosso e Bidê ou Balde, com certeza não é do meu gosto. Mas, foi.

Especial Som Livre Cazuza, sim, logo lembrei da tal exagerada amiga, saiu me deixou solo e perdeu. Aposto que vai morrer de inveja. O que aconteceu foi uma explosão de revolta e sentimento, dentro das performances, não pelos cantores em si, mas sim pela obra de Cazuza, que é imensurável e indiscutível. Eu ali, adorando aquele amor inventado já comecei a relacionar as coisas que pensei, com as idéias que criei durante o período de tédio. Fiquei pensando, porque algo daquela magnitude não é explícito, passa as 2 da madrugada de modo que ninguém veja, afinal, pro Cazuza não ofereceram nem um cigarro, mas mesmo depois de morto ele foi à melhor coisa da programação nessa madrugada.

Cerca de uma hora parado em frente à tevê, coisa que dificilmente eu faço, não perdi a atenção nem nos comerciais, por fim tudo que posso dizer é que no próximo dia 07 de julho, fará 18 anos da morte de um dos maiores compositores, que o mundo já viu (se for exagero desculpe, mas é minha opinião). Enfim, meu dia que caminhava para o chato dia de sexta, virou um ótimo e reflexivo dia. Mesmo me sentindo um lixo, pelo Roberto Justo, e pela minha total incapacidade de compor como fez Cazuza.

Vk.*¬¬

Saudade uma palavra forte, palavra de todos aqueles que possuem sorte. Saudade dói, mas num leva a morte.  Sentimento impertinente aparece nas horas vagas. Dói e é insistente, perceptível quando divagas. De trás pra frente, a saudade é a irmã da felicidade. Uma aparece no velório da outra. Quando mata a saudade, logo vem a felicidade.

Algo vai, a ficha cai. O coração pula, pela boca quase sai. Bate dentro do peito, gritando o querer. Relembra de caras, boca, do jeito, tenta entender. Porque, por que, por quês! Perguntas, respostas e motivos. Encontram-se dentro de apostas. De conclusões inconclusivas. Memória e história se fundem dentro da viagem. Saudade faz a prestação da homenagem. Na chegada o abraço. Fortalecendo o laço, daquilo em que me desfaço. Algo ou alguém. Saudade da calma, do ninguém.

Silêncio é parente do sofrimento, aliás, que família. Família, saudade, tem gente que tem. Coisa mundana, sinto falta de certa fulana. Talvez. Se fez um mar de rosas, entre versos e prosas. Das músicas e das conversas. Quero tudo isso. Não, não quero compromisso, quero ser infante. Daqueles submissos, claro, de modo elegante. Criança tem saudade. Esperança, amizade.  Isto é. Saudade Zé. Sabe, tenho saudade do pensar, as vezes até do pesar. Então como minha mãe diz: – Saudade me deixa feliz.

Vk.*¬¬

 

 

 

 

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