Saudade uma palavra forte, palavra de todos aqueles que possuem sorte. Saudade dói, mas num leva a morte.  Sentimento impertinente aparece nas horas vagas. Dói e é insistente, perceptível quando divagas. De trás pra frente, a saudade é a irmã da felicidade. Uma aparece no velório da outra. Quando mata a saudade, logo vem a felicidade.

Algo vai, a ficha cai. O coração pula, pela boca quase sai. Bate dentro do peito, gritando o querer. Relembra de caras, boca, do jeito, tenta entender. Porque, por que, por quês! Perguntas, respostas e motivos. Encontram-se dentro de apostas. De conclusões inconclusivas. Memória e história se fundem dentro da viagem. Saudade faz a prestação da homenagem. Na chegada o abraço. Fortalecendo o laço, daquilo em que me desfaço. Algo ou alguém. Saudade da calma, do ninguém.

Silêncio é parente do sofrimento, aliás, que família. Família, saudade, tem gente que tem. Coisa mundana, sinto falta de certa fulana. Talvez. Se fez um mar de rosas, entre versos e prosas. Das músicas e das conversas. Quero tudo isso. Não, não quero compromisso, quero ser infante. Daqueles submissos, claro, de modo elegante. Criança tem saudade. Esperança, amizade.  Isto é. Saudade Zé. Sabe, tenho saudade do pensar, as vezes até do pesar. Então como minha mãe diz: – Saudade me deixa feliz.

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