Eu sou bobo, na realidade dizem isso de mim. Eu penso que sou esperto, não sei. Eu gosto de viver e me apaixonar, me apaixono fácil, e perco todo esse fogo em questão de segundos. Não sei como isso funciona, sei apenas que é assim. Fui enfeitiçado, tomei uma pancada, um soco, ao ver que alguém mexer comigo de formas diferentes das outras. Aliás, toda forma de sentimento por alguém é diferente das outras, mas essa é uma que eu não imaginava – gostar de um jeito. É eu estou perdido.
Estou em meio a um devaneio que é alheio a minha vontade. Impossível, nunca ter, mesmo assim sentir aquilo, a famigerada e maldita saudade! Conversas vão e vem, e a cada dia eu sofro do mal do pequeno príncipe, pois essa moça me cativa. Provoca-me, me convoca e não tem o tempo necessário pra me encontrar. Diz que não fez nada, que não tem culpa, em certo dia eu disse, que a culpa era minha, que a colocaria em quem eu quiser. Mas, contudo, toda via, porém, só a existência de tal pessoa já soa como provocação as minhas vontades.
Maldito seja Platão que inventou o amor Platônico, pois Zé, se existe estou amando. O que não se pode tocar, não chega perto, não se sente. Apenas, ama, gosta, se apaixona, deseja, insinua, paquera, namora sem ninguém saber e às vezes nem você sabe. Sinto isso! Amor, eu não acredito nesse sentimento, meu amor eu mesmo invento. O nosso amor a gente inventa, quem foi quem disse isso, ah, foi o Cazuza, maldito mal amado. RS.
Nunca fui supersticioso, tão pouco acreditei em fábulas, mas coisas fabulosas andaram acontecendo. E agora ando pensando que talvez, comigo, possam dar certo os ditos populares. Água mole, pedra dura tanto bate até que fura. Quem acredita sempre alcança. Quem quer consegue. No final tudo sai como tem que ser. Clichês dos infernos, enquanto eles não acontecem, eu fico aí, nessa penúria, esfaimado. Engajado num lance estranho. Construindo apenas em mim esse romance tacanho.
Sabe basta, vou encher a lata. Vou esperar um pouco, e assim que possível. Irei, até lá, até ela, aquela da janela, sem a faixa amarela do Zeca, basta, assim que tiver uma data, terminarei com o filme. Com essa comédia romântica americana. Credo eca. Já to de cara, o burro aqui fugiu da amarra. Agora ou nunca, depende do ângulo. Enfim. Cansei. Afinal, é tudo uma grande brincadeira.
Quero não nego, consigo quando puder!
Vaty
Agosto 8, 2008 at 11:20 am
será? será? o que dizer, muitas vezes o que queremos não é aquilo que podemos, mas existe um momento propício para tudo, ainda que muitas vezes encontramos algumas dificuldades no caminho, ou no meu caso, o medo, a insegurança. Muitas vezes é melhor esperar.
Mais? sim, esperar mais… e quanto ao agora ou nunca e o depende do ângulo, é o mesmo pensamento que eu escrevi ai encima, espere, não é o lance de enrolar e tudo mais.. é o lance de fazer a coisa certa, na hora certa. E ter a certeza do que estivermos fazendo, não é?!
e Teta, você sabe né… e eu também sei né?! que a dúvida pode pairar por nossos olhos, mas a resposta vem do tempo e ocasião…
nossa, acho que escrevi demais, espero qeu entenda, o que é difícil e espero que goste, o que é difícil também…
um beijooooooo enorme