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Arquivo para a categoria ‘Ideias Soltas!’

Autoflagelo…

abril 8, 2010 Deixe um comentário

Cada coisa que se tem notícia, dos homens ultimamente só o que resta de bom é a malícia. Esta que deixa os bobos pra traz e é alegria dos espertos. Caminhos tortos, caminhos certos. Me revolta esse pesar, o comodismo. Narcisismo, ufanismo. Acomode-se, foda-se. Assim caminha a humanidade cheia de egos, idéias e vaidade. Sempre existe alguém melhor que alguém em algo, mas o ser humano insiste em ser mais que o outro, reconhecer isso é coisa de fidalgo. Fidalguia que sempre falta, a educação hoje é meramente ilustrativa, o que está em alta é a falsidade essa sim, praticada com maestria, dia após dia, pelos otários travestidos de bons moços. Essa idéia parece mais atrativa!

Até apaixonar é algo perigoso, pois zé, sempre há o que cobrar e ser cobrado. Desde o “gosto de você” até o estado enamorado. Onde estão os critérios da personalidade se foram, status dita casamentos, igreja, religião, que se explodam ela e seus sacramentos. Hoje em dia, não existe mais se quer a paixão pela própria vida. Todos abarrotados de problemas só pensam em achar para si sua saída. A luz no fim do túnel não mais empolga, será que vale realmente a pena ir para aquele lado. No pranto a mente humana dia a dia se afoga.

Quanto a paixões, sei-la, rola a questão da assistência, hoje em dia quem se apaixona não é por uma pessoa e sim pela sua conveniência. Frustração é um sentimento mais presente nas mentes do que a saudade. Para onde foi o sonho, a idéia, o desejo da tal felicidade? Perdeu-se no tempo o ser humano é assim quanto mais se elogia, cuida e pensa nele, mais ele se vangloria e se perdem na multiplicidade de pessoas e fatores externos as suas relações.

Dor é o que sinto todos os momentos, é ruim, porém nada posso fazer são esses meus sentimentos. Alguns falam que é porque sou apaixonado, outros porque sou frustrado, eu acredito que é um pouco dos dois. Pior não é o sentimento de agora e sim a certeza do que vem depois. A confusão, o fato contraditório, a idéia contrária, a falácia e a psicologia precária. Carências e persistências. Influencias e penitencias. Estamos todos fadados a isso, a final certo mesmo só a morte, para uns cedo, e um pouco mais tarde para aqueles com mais sorte.

Num dia o papo gostoso, no outro o ideal desgostoso. De que vez ou outra falta algo, me sinto dentro de uma aula, daquelas de redação. Onde as técnicas são similares a Jaula. Que prende o leão. Chamado popularmente de mente, de cérebro, de crânio, de inteligência. Doce dor que faz escrever, doce flagelo. Feito por um sorriso, muita vezes singelo. Que conquistou o pobre do homem, que fez resfriar o abdômen. Pobre, me fez lembrar a música de Dudu Nobre; “Aquele neguinho que andava, descalço na rua e ao Léo”, pois é o menestrel é guiado pelas dores, dores de seu cotidiano, nos becos vielas e cortiços. Dores causadas por uma fulana ou por um fulano, e a isso é submisso.

A verdade que tudo é culpa da acomodação humana, que valoriza de menos, quando é valorizado demais. Faz algo mais ou menos e é visto como o top dos 10 mais. De que vale a confiança? De que vale os valores aprendidos quando criança, de que vale a palavra? Hoje em dia ela é tão mutável que, o tudo que antes valia, em 5 minutos não vale mais nada. Acomode-se, foda-se. Seja preto, branco ou amarelo. Continue sendo acomodado com todos seus erros, e pratique como eu o Autoflagelo.

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