Eu nunca me pus a falar sobre racismo ou assuntos raciais, vez ou outra, comento, ou mesmo, faço uma piadinha. Mas, de fato divagar sobre isso nunca foi algo que curti, talvez por achar que só o fato de ter que me dispor a falar do assunto, já é, e é, um principio de preconceito. Mas, contudo, toda via, porém, 120 anos da abolição, vamos falar um pouco vai.

Estava encucado, encanado, por causa das minhas namoradinhas, da minha vida e todos seus assuntos perdidos, daqueles que se dessem para explicar eu com certeza já teria entendido, quando me vi já estava pensando nesse. Entre ecos e outros trecos que vagavam na minha mente, me peguei nesse assunto. Vamos ao que interessa.

Eu trabalho em uma escola e lá tem um negrinho, serelepe, pimpão, odeia usar tênis, ta sempre de chinelo, volta e meia acusam ele de algo, ou ele mesmo se acusa fazendo alguma peripécia. Sapeca, melhor adjetivo. Lembrei da minha infância, na qual era o moleque mais sapeca da escola e sempre tinha um engraçadinho que me comparava a algum negão famoso, tipo o cara da C&A, essas coisas que todos nós estamos acostumados.

Naquela época esse tipo de piadinha ou de comparação nunca fez mal algum, em alguns casos era até engraçado. No clube onde jogava futebol, a negritude zuava entre si, era fundo de churrasqueira pra lá, resto de incêndio pra cá, picolé de asfalto e outros derivados do pretume. Graças a Deus, essa comparação nunca veio de outras pessoas que não compartilhassem da mesma “cor” ou raça, sei-la. Pra mim, minha raça é “brasileira”, assim como o japonês é japonês.

O problema de ter uma raça no nosso país é a generalização, isso literalmente acaba com qualquer expectativa de “despreconceito”, quando você generaliza você naturalmente é preconceituoso:  “as mulheres são todas complicadas”, “os homens são todos canalhas”, esse tipo de generalização, embora não seja explicita, há com raças também. E isso literalmente, “fode com a vida do neguin”.

Bom, meu pai foi preso e depois desse episódio me vi cada vez mais implícito dentro da generalização, da marginalidade, minha mãe relata que após o episódio, diversas amigas falavam para que cuidasse de mim, pra que eu não tomasse o caminho das drogas ou para que não fizesse o mesmo que meu pai. Tal pai, tal filho é preconceituoso demais, quando se trata de crime e quando se fala de um negro no Brasil, tens que pisar em ovos. Confesso, que episódios como esse abalaram minha mente, muito mais do que o episódio do meu pai em si.

Eu que antes me via como um filho de uma classe média, vivi o inferno de ter que me limitar a doações de amigos, ou roles bancados por pessoas próximas, porque o resto, estava comigo porque eu era o melhor no futebol, ou porque eu era inteligente, ou quaisquer qualidades, aos poucos foram se afastando por não terem mais a confiança. Fui marginalizado, dessa vez não pela minha raça, mas sim por outras coisas.

Por um erro que veio do meu pai, mas não foi um erro meu. Ele errou sim com a sociedade, porém nunca errou como pai, e se teve algo que ele fez foi me educar, deu apenas um mau exemplo que foi esse, tendo em vista tudo que ocorreu depois foi o meu melhor exemplo, negativo, mas ajudou e muito.

Comecei a trabalhar era o que podia fazer pra fugir da sina do “mau menino”. Arranjei um emprego descente e fui trabalhar na imobiliária do pai de um amigo meu – nesse texto não vou citar nomes, pois seria uma metralhadora de acusações -, lá nunca tive problemas com o caso do meu pai e nem com a minha cor, mas um fato aconteceu justamente por causa desse serviço.

Um dia acordei atrasado como sempre acordava, sai de casa como diriam os marginais (me coloco dentro deles viu, sou marginal e não criminoso), sai vazado, correndo pra tentar chegar no horário, me deparei com uma viatura, estranhamente me deixaram andar mais alguns metros, logo vieram atrás, foi quando uzomis me pararam.

O pulícia: – Mão na parede neguinho!

Eu: -… Já de bate pronto coloquei as mãos na parede.

O outro gambé: – Aonde cê vai com essa pressa neguinho? Sim a todo o momento neguinho apareceu na fala deles.

Eu: – Trabalhar senhor. Com ar de pavor, querendo ou não é sempre intimidador esse tipo de situação.

O púlicia: – Ah, se ta tirando, ta achando que tem palhaço falando contigo, com esse blusão quase correndo se vai trabalhar onde?

Eu: – Trabalho próximo a Washington Luiz, e to atrasado senhor.

O Maldito: – Tá bom vamos fazer assim, você me leva lá na tua firma a gente te leva e explica pro seu patrão, se for mentira se vai apanhar, eu vou dar na tua cara to avisando.

Eu: -  Tudo bem. Eu disse com medo, porém mais seguro.

Dirigimo-nos em uma cena que me faz refletir sobre o que o Falcão do Rappa escreveu, quando intitulou uma música como: “todo camburão tem um pouco de navio negreiro”. Os Policiais, com P de portugueses, me levavam num camburão, direto para o trabalho e caso eu não trabalhasse certamente algum cassetete iria virar chibata. Por sorte eu trabalhava e tudo correu bem.

Depois disso confesso que me despreocupei, mesmo assim algumas pessoas ainda se afastavam de mim por causa da minha situação, de pobre, preto e feio.  Eu já começava a me descriminar nessa época, me sentia incapaz de realizar certos feitos, até a segurança com as menininhas, que eu tanto tinha, foi se perdendo com o tempo! Mas, entre um enrosco ou outro acabei arranjando algumas namoradinhas, graças a essas namoradinhas me vi novamente em meio a o racismozinho fanfarrão e mais tarde ao nem tão fanfarrão assim.

Arranjei uma namorada praiana e tals. A mina, linda, legal e loira, já viu né, brincadeirinhas de que loira só namora negão toda aquela papagaiada, e meu namoro firme, até que o pai dela nos viu andando de mãos dadas, sim, apenas fazendo isso, ela me apresentou sem pretensão alguma: – Pai meu namorado. Depois daquilo o pai dela, falava que ela não poderia namorar um paulista que ela nem sabia de onde vinha, e bla bla bla. O fato é me dispus a conhecer ele e mostrar de onde vinha, nem se quer quis. Isso foi triste.

Depois disso, minha namorada seqüencial também era uma loira, de classe média, bonita com pique de modelo, modelo de favela, confesso, ela tinha um estilão pé de barro e eu adorava isso. No fundo ela era mais uma Garotona do apartamento. A todo o momento ela falava em conhecer a mãe dela, que a mãe dela dava o maior ponto pro nosso namoro e que eu teria que ir a casa dela. Um dia ela me para num fast food e diz: – Amor ontem eu tava conversando com um amigo meu no MSN, e coloquei nossa foto, ele perguntou se você era meu namorado e eu disse que sim, ele falou “maior cara de noia”. Eu sem entender o comentário indaguei: – E aí? Ela meio ressabiada disse: – Nada é que minha mãe viu e ficou meio assim, disse que, se era meu namorado não poderia ser boa coisa (sei).

Daí pra frente, meu relacionamento foi mudando dá água pro vinho, por pressão de família, detalhe curioso é que se notar a mudança meu relacionamento “escureceu”. O tempo foi passando e eu fui encucando com aquilo, toda vez que começava a ficar com uma “loirinha” já pensava em nem levar pra frente, de fato num levei nenhum pra frente, algumas eu até corria. Hoje em dia estou enroscado, com uma negrinha, sei-lá. Mas, pelo que parece e ironicamente, ela não quer se apegar muito a mim… Ela quer ser livre… Vê se pode?

O moleque do colégio, risos, podia ser minha cópia, gosta de futebol, prefere computadores. Anda sempre tentando ler algo interessante, é hiperativo e falastrão. Vira e mexe, tenta uma marmotagem, um cambalacho, uma sagacidade para bular os professores. Eu malandramente só o observo, quem sabe aprendo algo mais sobre mim. Quanto ao racismo, só vai parar de existir quando a raça aqui nesse país for apenas Brasileira. Até lá, me chamem de Huskie Siberiano!

 

 

 

 

 Vk.*

 

É fato que o transito de São Paulo está mais intransitivo do que verbo em fim de frase, e conforme os anos passam o aumento do contingente de carros satura as vias públicas. Trabalhadores, estudantes, ambulantes, e toda e qualquer estirpe humana perambulam todos os dias nas ruas de São Paulo. Mas, há alguns jeitos de burlar a trava transitória da cidade e o melhor deles é estudar o transito e sua cidade.

 Estudando o Transito.

Conhecimento é a alma do negócio, e de fato para se fugir de um congestionamento você tem que saber onde ele está, o modo mais simples de saber isso é experiência própria; estamos falando do transito diário que certamente está no seu caminho para o serviço, escola ou afins. Um pouco do transito já é conhecido graças a essa rotina.

Como estudar? Verifique no seu dia a dia onde se localiza,  os pontos principais do transito e os horários que ele está mais forte. Pegue um guia da sua cidade, veja os ônibus que passam nas ruas paralelas as avenidas principais. Isso pode ser vital. Agora você já sabe onde existe transito e seus horários, mas ainda resta aquela velha constatação “justamente no horário que eu tenho que ir para o lugar X”. Como evitar isso? Será que é possível locomover-se nesses horários? É possível chegar no Horário? Sim.

Dica 01: Caminho Transitivo Indireto.

Se você olhou o guia, reparou que existem varias ruas no seu bairro que passam ônibus, além das de costume e que, muitos desses ônibus vão pelo menos até perto do seu destino. Pois Zé, uma das alternativas é o caminho intransitivo, sabe aquele coletivo que liga o nada ao lugar nenhum, ele pode ser útil talvez não para locomover-te até seu destino, mas até algum outro lugar onde possa pegar um outro ônibus que te leva ao seu destino e que possivelmente esse lugar terá menos transito.

Então caminhos alternativos são em sua maioria a melhor forma de livrar-se do transito, essa dica serve também para carros. 

Dica 02: Diga Adeus a seus costumes!

O ser humano acostuma-se facilmente a algo:  fazer o mesmo caminho, namorar a mesma pessoa, ir aos mesmos lugares, comer as mesmas coisas. Pra sair do transito é fundamental sair da mesmice. Existem dois costumes fundamentais que jogam as pessoas no transito, um deles é o de usar sempre os mesmos caminhos, para os mesmos lugares, que tem como solução à dica acima, mas, contudo, toda via, porém! Existe um outro costume que também é fundamental para sua presença nos 10 Km que duram 3 horas.O costume do horário; somos todos levados a isso, pois nas grandes metrópoles e acredito que em qualquer lugar do mundo, para tudo se prega algum horário. E este faz com que nos joguemos dentro de uma rotina.

Acordar as 6hr’s da manhã, sair as 7hrs, para chegar no serviço as 9 por causa do transito. Quantos dos moradores dos grandes centros não tem isso como rotina pré-determinada. A dica é tentar variar esses horários, enfim, se você sai sempre as 7 tente sair as 6:45, muitas vezes 15 minutos fazem uma diferença de 1 hora, você pode chegar 15 minutos antes de todos aqueles carros que você vê todos os dias.

Estudar perto de casa? Esse costume faz com que trabalhadores-estudantes passem por maus bocados. Tente acostumar-se a estudar perto do serviço. Parece estranho pensar em sair as 23 da noite de um lugar distante da sua casa para chegar perto das 00:00hrs em casa e dormir pouco. 

Mas, isso curiosamente pode ter o efeito inverso. Os benefícios de estudar perto do trabalho são inúmeros, o primeiro deles é a garantia de chegar cedo a instituição de ensino, e poder dar aquela estudadinha pra prova antes das aulas, ou mesmo ler algo e adquirir certa cultura.

O outro é que a 1 hora de descanso perdida durante a noite, é recompensada com as 3 horas que você terá para não fazer nada no intervalo entre o serviço e o começo das aulas, aproveite, tire uma soneca, descanse e até coma.

Parece estranho, alguns podem ficar encanados com o fato de ter um grande tempo entre um e outro e com isso se render ao ócio. Mas, essa é uma ótima saída para cuidar do corpo fazer uma academia, ou, mesmo desenvolver outras atividades que você não desenvolve graças a rotina, trabalho e escola, escola e trabalho. Pense bem.  

Acabou… Em breve voltarei com mais dicas que, podem ser desde como fugir do transito até como entrar numa fria “legal”.   Vejo vocês no futuro.  

Vk.*   

 

Eu voltei e mudei. Enfim, precisava esclarecer algumas coisas e a primeira coisa a ficar clara foi o Blog. Pois Zé, novo “projeto” gráfico e uma nova idéia de texto. Após varias noites mal dormidas e, vários problemas de ordem virtual que, variam desde ausência de internet até a falta de saco para postar.

Enfim, voltarei um pouco mais intimista, um pouco mais puto com as coisas, um pouquinho mais cafajeste. Com algumas idéias, isso aqui vai tomar ares de um blog aos poucos. Calma. Planejo, também, que isso deixe de ser um “peido no infinito” e passe a uma diarréiazinha de merda. Se é que fui claro, e, redundante também lógico.Até vejo vocês no futuro.

Vk.*

Camisinha Light evita DST (Diabete Sexualmente Transmissível).

Tenho uma amiga com quem mantenho um relacionamento amistoso, digamos que uma amizade de qualidade Faber Castell. O fato é que a gente andou “se pegando”, em épocas remotas. Reconheço que sou o cara mais “má o menu” que conheço; no Brasil há 140 milhões de brasileiros, eu devo estar entre os números 69,999 milhões e 70 milhões, na classificação dos mais bonitos do país. O que já é um numero considerável! Não sou nenhum intelectual, não sou nenhum acéfalo, não sou bonito, mas não sou nenhum feioso. Não sou porra nenhuma(Eureka).

É que as vezes ela apresenta um cudocismo narcisista digno de “Bala que matou o Kennedy”, e esse “se achismo” me deixa maluco. É o arco-íris da nossa amizade esta apenas com a tonalidade verde(de esperança), ela é linda, legal, inteligente, faz o tipo mulher provocante. Pena que atualmente só provoca. O mais engraçado é que não vejo razões para tanta glícose anal, toda vez que descreve um homem, ao final da descrição eu sinto vontade de perguntar se ela quer o número do meu RG.

Ela diz que quer uma coisa “descompromissada”(perfeito), quer um cara que não seja piegas que não grude nela. Tudo bem vai, esse tipo de relacionamento já temos, mas precisa dificultar as coisas e deixar para amanhã o que pode fazer agora? Isso é intragável! E tenho dito.Toda vez é um chove não molha, que vou te contar. Acho que ela pensa que eu gosto de coisas difíceis. Claro adoro, benhê.

Sou o Chuck Norris da vida amorosa e minha vida é uma eterna aventura. Até parece. Mal sabe dos meus pensamentos mais secretos, tão secretos quanto votos no senado. Toda vez que ela faz isso minha mente se corrompe, na frente dela sou deputado frente ao mensalão. Eu gosto sim de mulher difícil, mas no nosso caso é exagero, acho que mijei na via crucis. E depois eu que sou grosso, eu que sou a “pessoinha implicante e intolerante”.

Certa vez a fulaninha teve a pachorra de dizer que em um certo dia, só ficou comigo graças a tpm, pois é, estava carente, tristinha, desconsolada coitada. Quer dizer então que… e que…. hum aquele … então foi TPM. Entendo, e graças a isso esse caso virou questão de honra. A curiosidade é que no mesmo dia, após essa declaração ela disse o seguinte: “sabe de tpm eu fico carinhosa, abraço muito os outros e você é o único amigo com quem me sinto segura nesses dias, os outros podem pensar besteira”. É realmente eu não penso besteira.

Eu as faço sem pensar.

O fato de estar de tpm ou não, não me faz pensar besteira. Mas com certeza não me impede de tentar. Ou ela acha que com uma declaração dessas, eu nunca tentaria me aproveitar da situação?É eu também acho.Ela não entende que todo homem é igual, somos todos dotados de um raciocínio simplista, quase cartesiano, no qual 1 +1 = 2, ela deve pensar que em minhas contas eu procuro o resultado 5/1=X. Não é possível, tsctsctsc. Mulheres…Chega a ser engraçado, eu como todo bom “menino emputecido” apelo para psicologia reversa(sim, aquela do Freakazoide), abro meu orkut e o msn, apenas para mostrar que certas amigas são para essas coisas(outras coisas, diversas coisas).E ela embora não se mostre com ciúmes via oral, o faz com os olhos, profere um olhar calibre 12 que diz: Queima Cabaré“, “Die, die, die Cow”, “Ah se eu tivesse uma bazooka” e “Que vontade de perguntar pra elas – cadê o baiano”(nova moda Bope), não necessariamente na mesma ordem.

E pós isso ela fica ali parada, postada na minha frente com um olhar que suplica “me beija”, e na hora H dá pra traz, ou melhor dizendo, nem dá. Caras e bocas que dizem “essa brincadeira gostosa de pega-pega, é legal para nós”. E por fim só ela corre e só ela vai para o Pix.(WTF?)Eu não entendo tanto aspartame anal, sabe que é inevitável que o destino dela sempre vai ser ficar comigo mais cedo ou mais tarde, e ainda insiste no atraso. COLABORA NEGUINHA.

Sempre tenho esse pensamento.O engraçado é ver os manés que “xavecam” ela. Volta e meia após minha psicologia reversa, ela abre o orkut dela. E é cada pérola!! Um pior que o outro, e não digo por ciúmes, não, longe de mim, apenas por ver cada uma viu! Sinceramente meu ego se eleva cada vez que ela faz isso.

Na boa? No dia que ela beijar um daqueles seres, nunca mais ela chega perto do papai aqui, acho até que paro de falar com ela (exagerado o menino).Os “bons moços” e entusiastas do senso comum que me perdoem, mas eu não consigo deixar de chamar de idiotas caras como aqueles. A moça é grossa, vive falando que esta afim de outro, diz que tem uma amizade semi-colorida – com um carinha ai – diz que não quer iludir o cara e que não quer nada com ele. Ai, O cara começa um scrap com “Olá, Olá”, com o intuito de xavecar e termina perguntando porque a mina sumiu. Esse cara do “Olá, olá” não merece meu respeito. E o ex, G-zus! Os relatos dela, de dias em que eu não posso estar com ela, de dias em que ela acaba tendo que sair com um tipinho desses, apenas para não ficar em casa, são os melhores. Chega a ser – óbvio – ULULANTE.

Ela sabe que passaria anos insistindo, tentando, agarrando, beijando, enfim. Por isso fica adiando o inevitável. Agora não tem mais isso não, cansei. E digo mais, isso já virou questão de honra. Ai aqui não dá e bla bla bla? UMA OVA. Não existem mais barreiras, a ultima que tinha mandei pra Angola (meu tio). O JOGO ACABOU, FINISH, GAME OVER, ZÉ FINI, BLAU-BLAU. Dá próxima vez já era! Perdeu!Pensa que sou bobo com todo esse joguinho, de olhares, insinuações, brincadeiras. Em nossos dias longos de cigarros e filmes, dias de entretenimento, eu sei como vão acabar!

Eu vou ganhar o jogo vou passar as fases. Mais rápido! Ela sabe. Sim sou nerd, no que diz respeito a essa mulher, e mesmo com ela achando que sou burro. Continuo jogando, e provo que não sou um “burro qualquer”.Escrito por Vk.* , ouvindo primeiro Bestinha e depois Bonita (Raimundos)  

                               Ta com medo de se apaixonar é?

Eu estava ali parada quando chegou meu atual dono, me pegou e disse: “uma guitarra novinha linda com um som maravilhoso”. Mas meu dono não era músico. Meu dono era um artista querendo uma guitarra. No começo tudo era show, ele me curtia saca? Mostrava que realmente queria aprender como eu funcionava, as coisas que eu poderia fazer.
Ele tocava músicas comigo quase todos os dias, mas não era um músico e por isso era natural que ele se interessasse por outros instrumentos. Mesmo assim seguia firme e forte amava a guitarra (pelo menos era o que dizia…..) ,tocava, tocava, e eu retribuía, afinal também amo meu dono, alias o que seria de uma guitarra sem seu dono.
Com o tempo surgiram alguns defeitos na guitarra, em mim. Eu não preenchia todos espaços de um espetáculo, meu dono como todo bom artista faz tudo, encena, toca guitarra e tem curiosidades por outros instrumentos.
Passou um tempo e ele – meu dono – conheceu um outro instrumento a Bateria, poxa que legal a bateria, não tenho nada contra ela, principalmente porque a guitarra e a bateria têem que ser amigas, para ter um conjunto, mas ai meu dono… Sem querer(pelo que disse) me quebrou.
Fiquei algum tempo sem minhas cordas, e a bateria falando sempre de meu dono, finalmente meu dono trocou minhas cordas e continuo tocando-me, claro com menor freqüência e, com um pouco de desleicho. Mas continuou. Nesse meio tempo meu dono apreendeu a fazer algumas gracinhas na bateria.
Achei natural fiquei com ciúmes, mas achei natural. Afinal música desperta curiosidade e gracinha não é tocar saca? E aí, minhas cordas voltaram a se quebrar, a Bateria se aproveitou pra tentar entrar no meu espaço, facilmente o fez. Isso! Meu dono nem esforço fez pra tentar cuidar de mim, deixou eu lá sem minha corda ré.
Começou a tentar aprender a tocar bateria, me trocou por um instrumento mais barulhento, mas forte no som, trocou-me de vez pela batera que era linda nova e não saia do lugar, ao contrário da guitarra aqui, precisava de menor teoria(compreensão), bastava apenas a coordenação motora(palavras) pra poder satisfazer.
Eu fui enferrujando, comecei a empenar. Foi um processo doloroso, perdendo tudo até meu som não era mais o mesmo, era distorcido, parecia muito com o choro, o famoso choro da guitarra. Mas também pudera, fiquei só com as 2 cordas mais agudas. São as que mais irritam – estava nervosa também poxa – me trocou pela Bateria
Meu dono gostava ainda de mim e sempre tentava dar uma tocada, na boa e velha guitarra. Confesso tentei me conformar com isso, até que veio o dia em que meu dono me levou para um show, mau me tocou e ja correu pra bateria(o over da picada), porque com ela tinha uma intimidade nova, porque estava ali toda hora com ela, nem pensou no que eu poderia pensar.
Fiquei nervosa claro, quando ele voltou pra me tocar gritei, chorei fiz um show a parte. Ele ficou com raiva tanto quanto eu, é ali feliz eu estava, consegui pelo menos chamar a atenção dele, isso resolveu por alto. Fica no meio termo e nem toca a bateria, alias finge que toca(coitada da batera) e não me toca mais! Eu estou quebrada e ele não sabe, que só quem pode me concertar é ele.
Fico aqui agora empenando, esperando que ele troque minhas cordas, esperando que resolva aprender a me tocar. E dessa vez não quero me apegar tanto, quero deixar que o tempo faça isso para mim e por ele, agora rola só a relação de amizade entre eu e ele, eu me revolto mais deixo ele quieto até que ele resolva tocar a essa guitarra aqui.
Guitarra que foi seu primeiro instrumento, que ele “tanto” amava. Sem ressentimentos pela bateria, afinal ela também procurava um músico, mas achou um artista. Fico esperando que esse tal, artista, que tanto interpreta tanto encanta, vire músico e dessa vez cuide de seu instrumento. Bom acho que é só

Escrito por Vaty enquanto limpava sua guitarra.

Segue o vídeo de alguém que trata bem a guita!

Dificilmente podemos enxergar a sinceridade em uma pessoa, hipocrisia é o modo de vida contido em cada um de nós, fingimos ser alguém que não somos, na verdade somos mais parecidos com o inverso dessa pessoa. Como dito uma vez por um grande amigo meu: – ” você não gosta de mim e sim do você pensa q eu sou” (Tedy). Somos todos atores em um filme sem fim, chamado vida. Talvez tenha um fim, mas só para o artista, para o protagonista, que atua em o seu papel. Mas os sucessores continuarão atuando por anos e décadas.

Atitudes forjadas são freqüentes em rodas de amigos, um quer demonstrar que é “legal” para o outro e, isso culmina em determinada atitude pensada e não instintiva, única e exclusivamente para não se ver maldito. Esse erro é constante – para todos – é a lei da sociedade conjunta(ou senso comum se preferir) .

Idiotices, hipocrisia, carencia, perversidade , olhe e veja se não são alguns de seus adjetivos, e pq não dizer meus? Somos assim por natureza…

Após ter dito isso me auto joguei contra a parede, se você pensa tudo isso de você, quem é você Valter para falar desse assunto? a resposta é simples: ” quando, você vê defeitos em outras pessoas, é sinal que você já os conhece, eles estão dentro de você , você os tem como defeitos seus, a única diferença é a tonalidade que eles aparecem”. Então se conheço, posso falar deles, quer alguém melhor pra falar de um defeito do que um cara defeituoso?

Conclusão: A mentira é parte vital para a dita felicidade humana, ela transforma coisas boas e ruins, a diferença entre o prejudicial e o necessário é apenas o mau uso dela(mentira), imagine; se todo mundo falasse a verdade, seriamos uma sociedade de seres hostis, depressivos e sinceros… amor, alegria e outras coisas não existiriam sem a ilusão de que tudo pode dar certo.

By Vaty.